Paulo Costa
Comunidade Surda, Língua Gestual Portuguesa, Lugares, Comida, Informática, Linux, Android e Internet :-)
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Breve história do Congresso Internacional de Educação de Surdos, ICED
Helder Duarte, Marta Morgado, Mariana Martins.
(Boletim Informativo nº 4 da FPAS) A sigla, mundialmente conhecida, “ICED” significa “International
Congress on the Education of the Deaf”. Este evento reúne educadores
de todo o mundo para discutir questões-chave sobre a educação de
surdos. Ao longo dos anos, o ICED realizou-se sempre como ponto de
encontro entre educadores, professores, investigadores e profissionais
vários envolvidos na educação de surdos, com o objectivo de apresentar
os últimos avanços e novos resultados. O primeiro Congresso Internacional de Educação de Surdos realizou-se
em Paris no mês de Julho de 1878, no âmbito da Exposição Universal de
Paris, um antecessor da EXPO 98 de Lisboa. Nesta altura, cerca de 50%
dos educadores eram surdos e as línguas gestuais era bem aceites. Paralelamente, assistia-se a um movimento oponente responsável pela
introdução da educação oral em França, desde o século XVIII, liderado
por descendentes de Jacob Rodrigues Pereira. Nesta linha, os netos
daquele, Émile e Isaac Pereire, fundaram a Sociedade Pereire,
continuada, depois, pelo seu bisneto, Eugénio Pereire. Esta Sociedade tinha como objectivo principal efectuar a adopção
generalizada do método oral na educação de surdos, o que resultou numa
forte contribuição para a organização e apoio financeiro dos
Congressos de Paris e, posteriormente, no de Milão. Assim, no malfadado ano de 1880, teve lugar, em Milão o segundo
Congresso, frequentado por uma esmagadora maioria de educadores
ouvintes. Este evento deixou marcas profundas na educação dos surdos
do mundo inteiro, marcas essas visíveis até aos dias de hoje. O prejuízo incalculável imposto pela exclusão das línguas gestuais e
pelo reforço intensivo do oralismo, reflectiu-se nas sucessivas
gerações de alunos surdos. Contra a sua vontade, os surdos foram
subjugados a decisões feitas em seu nome, que, embora tivessem o
objectivo de melhorar a sua educação, retirou-lhes, na realidade, o
acesso à literacia. Na prática, no Congresso de 1880, foram consagrados os princípios do
método oralista de Jacob Rodrigues Pereira. Cronologia dos Congressos: 1. Paris, França, 1878
2. MILÃO, ITÁLIA, 1880
3. Bruxelas, Bélgica, 1883
4. Chicago, EUA, 1893
5. Paris, França, 1900
6. Liège, Bélgica, 1905
7. Edimburgo, Escócia, 1907
8. Londres, Inglaterra, 1925
9. West Trenton, EUA, 1933
10. Groningen, Holanda, 1950
11. Manchester, Inglaterra, 1958
12. Washington DC, EUA, 1963
13. Estocolmo, Suécia, 1970
14. Tóquio, Japão, 1975
15. Hamburgo, Alemanha, 1980
16. Manchester, Inglaterra, 1985
17. Rochester, EUA, 1990
18. Telavive, Israel, 1995
19. Sidney, Austrália, 2000
20. Maastricht, Holanda, 2005
21. VANCOUVER, CANADÁ, 2010
22. Atenas, Grécia, 2015 Com uma periodicidade algo inconstante, ficou decidido, no Congresso
realizado na Suécia, em 1970, que, a partir daí, passaria a acontecer
de 5 a 5 anos. A participação que continuou sempre a pertencer
essencialmente a ouvintes, viu, progressivamente, nos últimos
Congressos, a percentagem de surdos a aumentar de forma tímida. No Congresso de Vancouver a participação de surdos de vários países
atingiu cerca de 20%, correspondendo a cerca de 160 delegados surdos.
Exactamente 130 anos depois, o Congresso de Vancouver aboliu as
resoluções de Milão para a educação de surdos. Infelizmente, cerca de 50 participantes europeus, defensores do
oralismo no sistema educativo, desistiram da sua participação no
Congresso por saberem de antemão que os responsáveis da organização do
ICED estariam a negociar com a comunidade surda do Estado da Colúmbia
Britânica (província do Canadá onde está situada a cidade de
Vancouver) a rejeição pública das resoluções pelo oralismo de Milão,
em 1880, acto a que se recusaram determinantemente. Portugal esteve representado em vários Congressos ao longo dos anos,
por professores e especialistas.
Em Vancouver, 2010, estiveram presentes, pela primeira vez professores
surdos portugueses. Marta Morgado e Helder Duarte.
Marta Morgado, em conjunto com Mariana Martins, fizeram ainda uma
intervenção sobre o “Programa Curricular de Língua Gestual Portuguesa”
e apresentaram um poster acerca da “Influência dos professores surdos
na construção da identidade de jovens surdos”.
(Boletim Informativo nº 4 da FPAS) A sigla, mundialmente conhecida, “ICED” significa “International
Congress on the Education of the Deaf”. Este evento reúne educadores
de todo o mundo para discutir questões-chave sobre a educação de
surdos. Ao longo dos anos, o ICED realizou-se sempre como ponto de
encontro entre educadores, professores, investigadores e profissionais
vários envolvidos na educação de surdos, com o objectivo de apresentar
os últimos avanços e novos resultados. O primeiro Congresso Internacional de Educação de Surdos realizou-se
em Paris no mês de Julho de 1878, no âmbito da Exposição Universal de
Paris, um antecessor da EXPO 98 de Lisboa. Nesta altura, cerca de 50%
dos educadores eram surdos e as línguas gestuais era bem aceites. Paralelamente, assistia-se a um movimento oponente responsável pela
introdução da educação oral em França, desde o século XVIII, liderado
por descendentes de Jacob Rodrigues Pereira. Nesta linha, os netos
daquele, Émile e Isaac Pereire, fundaram a Sociedade Pereire,
continuada, depois, pelo seu bisneto, Eugénio Pereire. Esta Sociedade tinha como objectivo principal efectuar a adopção
generalizada do método oral na educação de surdos, o que resultou numa
forte contribuição para a organização e apoio financeiro dos
Congressos de Paris e, posteriormente, no de Milão. Assim, no malfadado ano de 1880, teve lugar, em Milão o segundo
Congresso, frequentado por uma esmagadora maioria de educadores
ouvintes. Este evento deixou marcas profundas na educação dos surdos
do mundo inteiro, marcas essas visíveis até aos dias de hoje. O prejuízo incalculável imposto pela exclusão das línguas gestuais e
pelo reforço intensivo do oralismo, reflectiu-se nas sucessivas
gerações de alunos surdos. Contra a sua vontade, os surdos foram
subjugados a decisões feitas em seu nome, que, embora tivessem o
objectivo de melhorar a sua educação, retirou-lhes, na realidade, o
acesso à literacia. Na prática, no Congresso de 1880, foram consagrados os princípios do
método oralista de Jacob Rodrigues Pereira. Cronologia dos Congressos: 1. Paris, França, 1878
2. MILÃO, ITÁLIA, 1880
3. Bruxelas, Bélgica, 1883
4. Chicago, EUA, 1893
5. Paris, França, 1900
6. Liège, Bélgica, 1905
7. Edimburgo, Escócia, 1907
8. Londres, Inglaterra, 1925
9. West Trenton, EUA, 1933
10. Groningen, Holanda, 1950
11. Manchester, Inglaterra, 1958
12. Washington DC, EUA, 1963
13. Estocolmo, Suécia, 1970
14. Tóquio, Japão, 1975
15. Hamburgo, Alemanha, 1980
16. Manchester, Inglaterra, 1985
17. Rochester, EUA, 1990
18. Telavive, Israel, 1995
19. Sidney, Austrália, 2000
20. Maastricht, Holanda, 2005
21. VANCOUVER, CANADÁ, 2010
22. Atenas, Grécia, 2015 Com uma periodicidade algo inconstante, ficou decidido, no Congresso
realizado na Suécia, em 1970, que, a partir daí, passaria a acontecer
de 5 a 5 anos. A participação que continuou sempre a pertencer
essencialmente a ouvintes, viu, progressivamente, nos últimos
Congressos, a percentagem de surdos a aumentar de forma tímida. No Congresso de Vancouver a participação de surdos de vários países
atingiu cerca de 20%, correspondendo a cerca de 160 delegados surdos.
Exactamente 130 anos depois, o Congresso de Vancouver aboliu as
resoluções de Milão para a educação de surdos. Infelizmente, cerca de 50 participantes europeus, defensores do
oralismo no sistema educativo, desistiram da sua participação no
Congresso por saberem de antemão que os responsáveis da organização do
ICED estariam a negociar com a comunidade surda do Estado da Colúmbia
Britânica (província do Canadá onde está situada a cidade de
Vancouver) a rejeição pública das resoluções pelo oralismo de Milão,
em 1880, acto a que se recusaram determinantemente. Portugal esteve representado em vários Congressos ao longo dos anos,
por professores e especialistas.
Em Vancouver, 2010, estiveram presentes, pela primeira vez professores
surdos portugueses. Marta Morgado e Helder Duarte.
Marta Morgado, em conjunto com Mariana Martins, fizeram ainda uma
intervenção sobre o “Programa Curricular de Língua Gestual Portuguesa”
e apresentaram um poster acerca da “Influência dos professores surdos
na construção da identidade de jovens surdos”.
Feira Medieval Leça do Balio 11.09.2010
Os Hospitalários no Caminho de Santiago - Mosteiro de Leça do Balio.
http://hospitalarios2010.com/
http://hospitalarios2010.com/
"Emoticons" em símbolos gráficos
(^_^) Feliz,
(;_;) Triste;
(*o*) Surpreendido;
(^_~) Piscadela de olho;
(^o^) Riso;
(#^.^#) Corado;
(^^;) Envergonhado;
m(_ _)m Pedido de desculpa
(;_;) Triste;
(*o*) Surpreendido;
(^_~) Piscadela de olho;
(^o^) Riso;
(#^.^#) Corado;
(^^;) Envergonhado;
m(_ _)m Pedido de desculpa
Por que o Twitter só comporta 140 caracteres?
Para alguns, o pequeno número de toques do Twitter significa um bloqueio porque, para eles, não há como se expressar em uma sentença tão curta. Para outros, esse limite é um alívio porque pensam “beleza, vale qualquer coisa”. Mas, afinal, por que só cabem 140 caracteres no Twitter?
Ao contrário do que muitos pensam, essa não é uma limitação tecnológica, mas uma tradição que vem do Telex. O meio de comunicação era uma mistura de máquina de escrever com telefone, que enviava e recebia mensagens de até 160 caracteres. Esse tamanho acabou se tornando um padrão: na criação do SMS, cinco décadas depois, a quantidade de toques foi mantida.
Em 2003, quando o Twitter surgiu, já existiam torpedos maiores. Mas seus criadores queriam que o microblog fosse compatível com os celulares mais básicos e adotaram os 160 caracteres: 140 para o tweet e mais 20 para o nome do usuário.
Fonte: Revista Super Interessante (edição 282).

